2 álbuns do melhor que 2006 nos vai oferecer: um aguardado, o outro nem esperado.
A extensão é merecida pela qualidade
(Entretanto, o jornal Público publica um destaque ao podcast sem falar com podcasters)
Ficha técnica:
BECK, The Information
MUMMER, Soul OrganismState
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Perdoa-a o preciosismo, mas o tipo das músicas que por aqui passaste esta semana, aproxima-se muito mais do Trip Hop do que qualquer outro (Pop, Blues ou Hip Hop). Abraço e parabéns pela rubrica!
Gosto muito do Beck (pese embora como refre a sua carreia seja aos altos e baixos) e por isso vim aqui parar pela «tag». Parabéns pelo programa. Estou já a ouvir os anteriores e irei estar atento a este podcast. Parabéns!
Obrigado Miguel e Jorge pelos feed-backs que para mim são sempre importantes.
Quanto à questão do trip hop levantada pelo Miguel:
O trip hop é música electrónica em slowtempo (lenta), marcada por downbeats (batidas desaceleradas, menos de 120 bpm), e pelo uso de instrumentos convencionais e acústicos.
Ora, sabemos que o ambiente, o acid jazz, - naturalmente o próprio jazz - a soul, funk, underground, reggae, dub e o uptempo (como o trance e Drum n' Bass) são os estilos que mais influenciaram o trip hop.
Não me parece bem o caso de Beck que utiliza batidas lentas – sim -mas mais um estilo hip hop (até porque o pretende misturar com uma muito própria leitura rock).
Já quanto aos Mummer aceito melhor a sugestão de catalogação, ainda que aqui, se o Miguel ouvir bem todo o álbum, reparará que as coisas descarrilam mais para um lado jazz e blues mas a matriz é simplesmente pop (o que poderá afastar muitos mas que a mim me cativou para este destaque).
De qualquer forma, achei muito oportuno o reparo com o qual não discordo apenas o discuto.
Espero inclusive que não os deixe de fazer.
Forte abraço para o Miguel e para o Jorge.
Outra coisa: alguns (poucos) preferem aos comentários o envio de email. A esses tenho agradecido em «reply». Mas fica aqui um destaque aos meus amigos, João Branco (AKA Jonas) e ALBERTO RUI (A.K.A Pikas) pela qualidade dos seus. Qualquer dia, em violação de correspondencia, publico-os sem consentimento...
De facto a diversidade de opiniões é fundamental, para o saudável crescimento deste tipo de conteúdos. João, não te acanhes pá, expõe-te!
Já que pedem exposição eu tenho a dizer o seguinte, ok beck é bom, Mummer tb mas cada vez senti-mo mais ligado aos puros Beck, Hammond, Funkadelic etc...Não sei, mas esta música nova não me cativa de todo. Estarei a ficar velho, eu sei. Mas é isso. Pronto, não me acanhei ó Miguel..
Ó Ruizinho, bem vindo ao club! Realmente concordo que a qualidade dos últimos anos e particularmente deste 2006 (annus horribilis)deixa margem para muito saudosismo. Eu tenho isso tudo em vinil (paixão de que ainda não falei aqui- me esperem...) mas não devemos - acho- ficar muito agarrados ao passado. Como diz o outro a vida são 2 dias este é já o terceiro.
Ó Miguel nesta nossa interessante troca de «trips», hoje o expresso diz isto:
«The Information é um disco de hip-hop. E dos bons. Mais: dos que já não se fazem. E, sobretudo, dos que agora se deviam fazer. Ou seja: um disco que já não ergue uma linguagem estética como expressão identificativa de uma especificidade cultural (que não será, por certo, a deste homem de origem caucasiana), mas como ferramenta de trabalho indispensável à afirmação da realidade de autor nascida no espírito de alguém que - desde sempre - respira o ar do seu tempo», Ricardo Saló.
Juro que não foi encomendado...
Ok, venha de lá então esse Hip Hop. Em todo caso, rotular estilos de música, baseado só no número de batidas por minuto, é para mim, demasiado pitagórico! É claro que também aceito a contra argumentação, mas cheira-me que tens alguma cunha na imprensa.....
talvez...por isso não se metam comigo...